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Imagem: Robin Hauster/ Wikimedia Commons
Do "Baila Comigo" à eternidade: percurso musical de Rita Lee
Por trás do cabelo vermelho, da personalidade original e da voz potente, havia uma mulher muito à frente de seu tempo. Julgada por quem não entendia seu estilo e amada por uma legião de fãs, Rita Lee marcou uma geração de apaixonados pelo rock brasileiro.
Por Flávia Pereira Chagas Veloso
15 de Junho de 2026 às 11:20
Rita Lee Jones de Carvalho nasceu no dia 31 de dezembro de 1947, em São Paulo. Desde menina ela teve contato com a música e chegou a ter aulas de piano com Magda Tagliaferro. Em 1966, juntou-se a Sérgio e Arnaldo Baptista na banda “Os Mutantes”, e na banda cantava e tocava flauta e percussão. Em 1967, eles chegaram a acompanhar Gilberto Gil no III Festival de Música Popular Brasileira.
Nos seis anos em que Rita esteve no grupo, lançou álbuns importantes junto à banda, como “Jardim Elétrico”. Em 1972, ela saiu da banda após algumas divergências, e chegou a formar uma banda com Lúcia Turnbull, a “Tutti Frutti”, mas não durou muito. Em 1970, veio o álbum de estreia da carreira solo de Rita, o “Build Up”.
Em 1979, fez uma parceria com Roberto de Carvalho e o resultado foi o aclamado álbum “Rita Lee", com sucessos inesquecíveis como “Mania de Você”, “Doce Vampiro” e “Chega Mais”. O segundo álbum chamado “Rita Lee" consolidou a rainha do rock nacional com “Lança Perfume”, “Baila Comigo” e “Shangrilá".
O álbum “Flerte Fatal” foi lançado antes de uma turnê que seria uma pausa nos grandes shows. Em 1991, Rita Lee e Roberto de Carvalho interromperam sua parceria, mas, nesse mesmo ano, ela passou a apresentar o programa “TVLeezão”. Porém, em 1995, durante a turnê do álbum “A Marca da Zorra”, eles anunciaram a retomada da parceria.
Já nos anos 2000, o álbum “3001” trouxe hits como “Pagou” e “Erva Venenosa”.
Ao longo dos anos seguintes, lançou alguns álbuns de peso e, depois de ficar alguns anos sem lançar discos, em 2012 lançou o álbum “Reza”. A faixa-título teve grande destaque, chegando a superar a música “Ai Se Eu Te Pego”, de Michael Teló, e entrou para a trilha sonora da novela Avenida Brasil. Nesse mesmo ano, ela anunciou que se aposentaria da música. Ela passou a se expressar de forma espontânea nas redes sociais, com publicações que mostravam sua autenticidade e personalidade.
Em 2021, a saúde se tornou prioridade para ela. Após descobrir um câncer no pulmão, chegou a realizar tratamentos, mas, com o agravamento do quadro, não resistiu e faleceu no dia 8 de maio de 2023.
A música perdeu a presença física de Rita Lee, mas não a marca que ela deixou na revolução feminina do rock, na forma como estava à frente de seu tempo.
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